BrasilProfetico
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Que todos seja um...
Mesmo em meio a tantas lágrimas, soluços e tristeza nós ontem vimos e sentimos o projeto de Cristo - a unidade, um corpo místico de pessoas de diferentes credos e religiões, sem proselitismos ou diferenças doutrinárias trabalhando pelo mesmo objetivo - salvar os corpos daqueles que saíram para divertir-se e humanamente não retornarão as suas casas, mas ficarão eternizados nos corações daqueles que os amavam e puderam conviver com cada um deles.
Ceifados na época dos sonhos, projetos e desejos, na idade dos sorrisos largos, dos namoricos, das noites de estudo e manhãs de provas, cada um dos 232 jovens agora alegrarão os céus da esperança e cintilarão nos luzeiros das noites de saudades.
E a nós que ainda peregrinamos neste mundo, caminhando rumo à terra prometida somos convidados a viver o sonho de Cristo - que todos sejam um!
Que o Deus da esperança conforte o coração dos pais, amigos, parentes deste jovens!
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Sou Brasileirooooo, Com Muito Orgulhooooo !!!
Como é bonito ver as nossas ruas enfeitadas com adereços verde-amarelos, contemplar os muros pintados com o pavilhão nacional e as casas que ostentam orgulhosamente seu patriotismo nas janelas, sacadas, quintais, varandas, jardins, sejam de mansões, casebres, apartamentos, enfim qualquer moradia de um brasileiro orgulhoso.
Mas orgulho de que? Orgulho de ser a “Pátria de Chuteiras”? Orgulho que vivemos o patriotismo a cada quatro anos e se possível por um mês. E aqui vai uma observação o patriotismo dura ou só durará um mês, se a “valorosa Seleção Canarinho” chegar ao final da Copa, caso contrário a onda verde-amarelo será sepultada e só renascerá só na próxima Copa do Mundo que acontecerá em nosso País.... Mas isto é uma outra estória.
Neste “País do Futebol “, cada brasileiro se sente um técnico da seleção brasileira opinando qual melhor jogador para cada posição, do goleiro ao atacante, dos laterais até os reservas adequados para cada função. Então se perguntar não ofende: por que não escolhemos nossos representantes políticos tão criteriosamente como os jogadores da seleção?
Coincidência ou não a cada quatro anos, e justo no ano da Copa do Mundo, a torcida brasileira é convocada para eleger seus representantes políticos, do Presidente da República aos Deputados Estaduais ou Distritais. São cinco cargos eletivos, posições estratégicas no jogo político que disputam uma competição de pretensos defensores da atual politicagem e atacantes de qualquer mudança para melhor, do povo, é claro... É lógico que ainda existem exceções!
Se a Copa do Mundo empolga a nação brasileira, o mesmo não se pode dizer das eleições políticas, o imenso número de técnicos do selecionado brasileiro não consegue transformar-se em analistas ou cientistas políticos, se temos tantos critérios para um jogador de futebol, por que não temos com aqueles que nos representam politicamente?
Passada a Copa, voltaremos a ser patriotas daqui a cada quatro anos, guardaremos nossas bandeiras, as tão ostentadas camisetas verde-amarelas serão transformadas em peças de vestuário de casa, servirão de pijamas às roupas de faxina, mas dificilmente serão vistas nas ruas.
E o que dizer dos muros, ruas e outros lugares pintados de verde-amarelos, as cores vivas atuais desbotarão, esperando uma nova “mão de tinta” que muito provavelmente acontecerá em uma nova onda de orgulho e patriotismo, ou seja, na próxima Copa do Mundo.
Caçoamos dos nossos “Hermanos” e dos seus dois títulos mundiais, mas não aprendemos com eles que patriotismo se vive sempre, quem já foi para a Argentina pôde presenciar como eu o orgulho de serem argentinos, já o brasileiro... Caçoa, faz piada e ainda fala mal do próprio País, só sabe reconhecer as qualidades do futebol e mesmo assim quando não são campeões, independente de serem vice-campeões ou último lugar serão tratados como derrotados e dificilmente cada jogador não campeão alcançará um dia a redenção... Barbosa de saudosa memória e tantos outros que nos digam.
Este ano, depois do 12 de julho, se chegarmos a final, voltaremos as nossas rotinas, deixaremos o patriotismo de lado e murmuraremos quatro anos dos nossos representantes políticos, e de suas “atitudes patrióticas”.... Vivemos no País do Futebol dos orgulhosos brasileiros.Enfim, sou brasileiro, com muito orgulhoso... Pero no mucho!!!
terça-feira, 6 de julho de 2010
O Que é Prática Teológica?
Antes de elaborarmos qualquer pensamento acerca das implicações da Teologia Prática nos diversos âmbitos da nossa vida, é preciso que tenhamos claro qual o conceito mais aplicável, ressalta-se mais aplicável, pois seria de muita pretensão afirmar que seria o conceito mais correto, haja vista que a Teologia Prática nasce das reflexões das nossas práticas teológicas.
De posse deste conceito, podemos afirmar que fazer teologia prática é refletir criticamente sobre a teologia que praticamos em nosso contexto, ou seja, que relevância damos aos conceitos teológicos que aprendemos e como colocá-los em prática nosso cotidiano, o que quase sempre se apresenta como um desafio, pois podemos perceber que mesmo o nosso País ao orgulhar-se de ser um país predominantemente cristão os frutos que constatamos na sociedade são por muitas vezes valores anti-evangélicos.
Como pode um país que possui uma população cristã estimada em 85% da população, conviver com a miséria, a corrupção, a desnutrição infantil, o abandono dos idosos e tantas outras mazelas que assolam nosso cotidiano e nada muda ano após ano? Será que congregamos e prestamos culto a Deus somente nos finais de semana e dentro dos espaços físicos das nossas igrejas? Como testemunharemos ao nosso País que realmente deva ser do Senhor Jesus, se assistimos estupefatos e indignados homens que se dizer ser de Deus orando pelas propinas?
Como um país que convive com tantos escândalos políticos e tantas mazelas sociais convive com um crescente aumento de escolas, faculdades e cursos de Teologia espalhados pelo Brasil? Será que apenas vamos às escolas dominicais, catequeses e cursos de Teologia para ouvir e falar de Deus? Não, esta não deveria ser a prática teológica, um ensinamento teórico desvinculado de uma experiência de fé... Uma crescente teorização de Deus e a pouca vivência no dia a dia.
Tão crescente quanto o número de faculdades e cursos teológicos é também o mercado fonográfico e editorial cristão. Todos os dias nos deparamos com uma centena de novos livros e discos que contem supostas mensagens cristãs que pouco evangelizam, sendo que o mais triste deste fenômeno é o forte apelo comercial e incentivo ao consumismo revestido de uma pseudo-evangelização.
O que nos deixa preocupados é como criticamos o consumismo nos nossos púlpitos e cursos teológicos e acabamos incentivando a idolatria – a quem servimos a Deus ou ao dinheiro auferido pelo comércio cristão? A quem buscamos? É preciso que os teólogos, ministros instituídos ou ordenados, líderes cristãos repensem o modelo de evangelização midiático e o seu conseqüente consumismo.
E o que dizer das nossas igrejas? Quantos líderes, ministros, obreiros, teólogos que conhecem a verdade doutrinária, tantos homens e mulheres preparados intelectualmente e pouco dispostos a vivenciar a gratuidade, o serviço, a doação em favor de outros, quando pensam mais em fazer a igreja crescer estrutural e financeiramente em proporção ao maior número de adeptos, quando muito de nossos irmãos e irmãs de fé sobrevivem com um salário mínino, como podem líderes e ministros religiosos viverem o conforto e o luxo de uma classe burguesa quando nosso Mestre morreu sem nada na Cruz?
Dentre tantas dúvidas e inquietações, tenho a certeza que a prática teológica nasce de uma experiência de fé em um Deus Senhor, Salvador, Libertador e Santificador e que as nossas práticas de fé deveriam ser alicerçadas por uma linguagem acadêmica, científica que lançaria bases para os crentes a reverem sua conduta e prática religiosa no cotidiano.Enfim refletir a prática teológica constitui-se numa necessidade, e uma necessidade urgente, não basta apenas olhar criticamente a realidade, é preciso lançar sementes de esperanças, de alteridade, de compromisso com a realidade que nos cerca e que nos inquieta. Necessário se faz uma Teologia que nasça da verdade bíblica e de uma profunda vida de oração e que nos leve sempre a contemplar o Mestre e nos reencantarmos com a proposta de Jesus : ”que conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,32).
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Para que Teologia?
Quando ouvimos falar de Teologia, quase sempre nos remetemos ao estudo de Deus. E deste ponto de partida surgem muitas dúvidas, sobretudo duas especiais: o que é Teologia? E como estudá-la? Não raro, por conta destas dúvidas, surgem novas correntes teológicas, cada uma tentando explicar o seu Deus e como achegá-lo.
Contudo, é preciso antes de desdobrarmos sobre outros assuntos relacionados ao papel da do teólogo, necessário se faz compreendermos sobre o que é realmente Teologia. Em princípio a definição mais básica da Teologia reside no fato de ser uma ciência que existe direta e indiretamente em função do conhecimento de Deus, e sua finalidade é praticar a vontade de Deus.
Se partirmos do pressuposto que a Teologia é uma ciência, portanto tem em seu cerne a especulação, como podemos ao estudarmos limitar o nosso conhecimento? Como poderemos dogmatizá-la? Como especularemos o estudo acerca de Deus sem desagradá-lo? São perguntas como estas que tem motivado vários teólogos a se debruçarem acerca das realidades de Deus.
Como vimos até agora, são varias inquietações quem tem movido a Teologia e para que estas respostas sejam buscadas adequadamente obedecendo um rigor científico, como as demais ciências, é que a Teologia tem-se esmerado em buscar uma formação mais apurada dos seus estudantes e posteriormente dos operadores desta ciência.
Ao buscar uma formação mais apurada dos teólogos, nos vimos diante de vários métodos de estudo e como podem ser mais bem utilizados. Estes métodos não visam cercear o estudo teológico, mas ajudar a desenvolvê-lo nos âmbitos das varias denominações religiosas, como neste caso os cristãos.
Os métodos mais utilizados para o estudo teológico são: a aula magistral; o estudo privado; o trabalho em grupo, especialmente o seminário e por fim a pesquisa. Ressalta-se que em cada destes processos de aprendizado se não houver um comprometimento e disciplina do estudante, nenhum destes métodos alcançarão o objetivo desejado e muito menos ajudarão o teólogo a compreender sua missão dentro da humanidade.
Aqui cabe um alerta, a Teologia como as outras ciências exige de seus alunos uma “sede do conhecimento de Deus”. Portanto, alguém que não gosta de estudar ou que seja preguiçoso e que não se abre para racionalidade teológica, dificilmente mergulhará no conhecimento de Deus e por conseguinte não ajudará a fortalecer a sua vida espiritual.
Estudar Teologia, não é simplesmente freqüentar aulas, nem tampouco “mergulhar de cabeça” nos livros, pensando que estes dois métodos bastam para uma boa formação do teólogo. É preciso que a Teologia, mesmo sendo ciência, com suas normas, dogmas, esteja a serviço de Deus e possa ajudar os teólogos ao “prazer de fazer teologia”, e se alegrar diante dos mistérios divinos.
Enfim, não há Teologia sem coração, ou seja, uma ciência brotada a partir de uma experiência de fé, assim sendo não é uma ciência fria e cheia de regras a serem observadas, é uma ciência que busca o mais sublime dos conhecimentos que é o próprio Deus.