A cada quatro anos cantamos este refrão, extraído de uma propaganda de cerveja, este é o anúncio de que dias melhores virão... Será? Então veremos adiante. Dias de patriotismo, de vestir verde-amarelo nas camisetas, calçados, bonés, lenços, enfim uma infinidade de produtos patrióticos que são consumidos vorazmente por brasileiros orgulhosos de seu País.
Como é bonito ver as nossas ruas enfeitadas com adereços verde-amarelos, contemplar os muros pintados com o pavilhão nacional e as casas que ostentam orgulhosamente seu patriotismo nas janelas, sacadas, quintais, varandas, jardins, sejam de mansões, casebres, apartamentos, enfim qualquer moradia de um brasileiro orgulhoso.
Mas orgulho de que? Orgulho de ser a “Pátria de Chuteiras”? Orgulho que vivemos o patriotismo a cada quatro anos e se possível por um mês. E aqui vai uma observação o patriotismo dura ou só durará um mês, se a “valorosa Seleção Canarinho” chegar ao final da Copa, caso contrário a onda verde-amarelo será sepultada e só renascerá só na próxima Copa do Mundo que acontecerá em nosso País.... Mas isto é uma outra estória.
Neste “País do Futebol “, cada brasileiro se sente um técnico da seleção brasileira opinando qual melhor jogador para cada posição, do goleiro ao atacante, dos laterais até os reservas adequados para cada função. Então se perguntar não ofende: por que não escolhemos nossos representantes políticos tão criteriosamente como os jogadores da seleção?
Coincidência ou não a cada quatro anos, e justo no ano da Copa do Mundo, a torcida brasileira é convocada para eleger seus representantes políticos, do Presidente da República aos Deputados Estaduais ou Distritais. São cinco cargos eletivos, posições estratégicas no jogo político que disputam uma competição de pretensos defensores da atual politicagem e atacantes de qualquer mudança para melhor, do povo, é claro... É lógico que ainda existem exceções!
Se a Copa do Mundo empolga a nação brasileira, o mesmo não se pode dizer das eleições políticas, o imenso número de técnicos do selecionado brasileiro não consegue transformar-se em analistas ou cientistas políticos, se temos tantos critérios para um jogador de futebol, por que não temos com aqueles que nos representam politicamente?
Passada a Copa, voltaremos a ser patriotas daqui a cada quatro anos, guardaremos nossas bandeiras, as tão ostentadas camisetas verde-amarelas serão transformadas em peças de vestuário de casa, servirão de pijamas às roupas de faxina, mas dificilmente serão vistas nas ruas.
E o que dizer dos muros, ruas e outros lugares pintados de verde-amarelos, as cores vivas atuais desbotarão, esperando uma nova “mão de tinta” que muito provavelmente acontecerá em uma nova onda de orgulho e patriotismo, ou seja, na próxima Copa do Mundo.
Caçoamos dos nossos “Hermanos” e dos seus dois títulos mundiais, mas não aprendemos com eles que patriotismo se vive sempre, quem já foi para a Argentina pôde presenciar como eu o orgulho de serem argentinos, já o brasileiro... Caçoa, faz piada e ainda fala mal do próprio País, só sabe reconhecer as qualidades do futebol e mesmo assim quando não são campeões, independente de serem vice-campeões ou último lugar serão tratados como derrotados e dificilmente cada jogador não campeão alcançará um dia a redenção... Barbosa de saudosa memória e tantos outros que nos digam.
Este ano, depois do 12 de julho, se chegarmos a final, voltaremos as nossas rotinas, deixaremos o patriotismo de lado e murmuraremos quatro anos dos nossos representantes políticos, e de suas “atitudes patrióticas”.... Vivemos no País do Futebol dos orgulhosos brasileiros.Enfim, sou brasileiro, com muito orgulhoso... Pero no mucho!!!
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